Isso quer dizer que a linguagem e o conteúdo da conversa deve ser adaptada ao universo da criança. Você não terá muito sucesso ao querer falar com seu filho de 5 anos de idade sobre aposentadoria, poupança, cartão de crédito e coisas que simplesmente não fazem parte da realidade dele.
Dos três aos cinco anos elas estão preparadas para ouvir determinados conceitos sobre dinheiro. Quando crescem um pouco mais, também estão prontas para ouvir e absorver um pouco mais sobre o assunto.
Pensando nisso, a escritora de livros sobre finanças pessoais, Liz Weston, resolveu ajudar os pais. Ela sugeriu quais os conceitos devem ser trabalhados com as crianças ao longo do seu crescimento. Observe:
Dos três aos cinco anos: - Você precisa de dinheiro para comprar coisas;- O dinheiro é ganho através do trabalho;- Às vezes é preciso esperar um pouco antes que seja possível comprar o que se deseja;- Existe uma diferença entre aquilo que você quer e aquilo que você precisa.
Dica: para que a criança entenda como se ganha o dinheiro, é interessante que ela realize alguma atividade doméstica, por exemplo, e seja remunerada por isso. Por exemplo: a mamãe está precisando de ajuda com a arrumação do quarto da criança. Dê a ela uma tarefa e diga que se cumprir será remunerada com R$ 1,00. O valor ganho com as suas atividades, poderá ser gasto da maneira que a criança desejar: com um brinquedo, um sorvete, mas sempre com a orientação dos pais. Não financie compras. Se não puder comprar com o que tem, deverá esperar mais um pouco e realizar mais tarefas. Esta iniciativa a fará entender como se ganha o dinheiro e ainda, afirmar valores como a colaboração e o compromisso. É interessante que os pais conversem com a criança sobre o seu próprio emprego, as suas obrigações, direitos e deveres. Definir datas para o ganho de presentes também é importante. Assim a criança aprende a controlar o senso de urgência e a priorizar as suas necessidades.
Dos seis aos dez anos: -Você precisa aprender a fazer escolhas sobre como irá gastar o seu dinheiro;- É bom pesquisar preços em várias lojas e compará-los antes de comprar;- Você pode ter sérios prejuízos ao compartilhar informações na internet;- Colocar seu dinheiro na poupança pode lhe proteger muito, e ainda rende juros.
Dica: boa hora para implementar a mesada. Estipule um valor e uma data (sempre a cumpra), e diga à criança que este dinheiro deverá ser gasto com coisas que não são de primeira necessidade, como: roupas, sapatos, alimentação, remédios, etc. Exemplo: compras em lojinhas de objetos, joguinhos, etc, que elas adoram. É interessante a abertura de uma poupança, ou se não for possível, o bom e velho cofrinho. Estimule a criança a guardar uma parte da mesada, assim terá a ideia da segurança e do controle financeiro, além de controlar a impulsividade pelos gastos e desejos.
É de extrema importância que nós, pais, também nos controlemos com os desejos em relação aos filhos. Pais dispendiosos criam filhos dispendiosos. Um presentinho a cada ida ao shopping aos fins de semana não é recomendado.
Quando houver a necessidade de uma compra de roupas por exemplo, explique à criança que é por necessidade, devido a troca de estação ou por conta de seu crescimento.
Lembrem-se: é muito importante criar na criança a ideia da necessidade. Então sempre reforce e valorize o que ela já possui.
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