quinta-feira, 26 de julho de 2012

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Educar financeiramente os filhos nem sempre é uma tarefa fácil para os pais, por vários motivos, seja por falta de tempo, seja simplesmente por não saberem nem como começar a falar sobre o assunto. E o primeiro erro é não saber o que se deve ensinar em cada momento da infância e da juventude.


Isso quer dizer que a linguagem e o conteúdo da conversa deve ser adaptada ao universo da criança. Você não terá muito sucesso ao querer falar com seu filho de 5 anos de idade sobre aposentadoria, poupança, cartão de crédito e coisas que simplesmente não fazem parte da realidade dele.


Divulgação (© Divulgação)

Dos três aos cinco anos elas estão preparadas para ouvir determinados conceitos sobre dinheiro. Quando crescem um pouco mais, também estão prontas para ouvir e absorver um pouco mais sobre o assunto.

Pensando nisso, a escritora de livros sobre finanças pessoais, Liz Weston, resolveu ajudar os pais. Ela sugeriu quais os conceitos devem ser trabalhados com as crianças ao longo do seu crescimento. Observe:

Dos três aos cinco anos: - Você precisa de dinheiro para comprar coisas;- O dinheiro é ganho através do trabalho;- Às vezes é preciso esperar um pouco antes que seja possível comprar o que se deseja;- Existe uma diferença entre aquilo que você quer e aquilo que você precisa. 
Dica: para que a criança entenda como se ganha o dinheiro, é interessante que ela realize alguma atividade doméstica, por exemplo, e seja remunerada por isso. Por exemplo: a mamãe está precisando de ajuda com a arrumação  do quarto da criança. Dê a ela uma tarefa e diga que se cumprir será remunerada com R$ 1,00. O valor ganho com as suas atividades, poderá ser gasto da maneira que a criança desejar: com um brinquedo, um sorvete, mas sempre com a orientação dos pais. Não financie compras. Se não puder comprar com o que tem, deverá esperar mais um pouco e realizar mais tarefas. Esta iniciativa a fará entender como se ganha o dinheiro e ainda, afirmar valores como a colaboração e o compromisso. É interessante que os pais conversem com a criança sobre o seu próprio emprego, as suas obrigações, direitos e deveres. Definir datas para o ganho de presentes também é importante. Assim a criança aprende a controlar o senso de urgência e a priorizar as suas necessidades.

Divulgação (© Divulgação)

Dos seis aos dez anos: -Você precisa aprender a fazer escolhas sobre como irá gastar o seu dinheiro;- É bom pesquisar preços em várias lojas e compará-los antes de comprar;- Você pode ter sérios prejuízos ao compartilhar informações na internet;- Colocar seu dinheiro na poupança pode lhe proteger muito, e ainda rende juros.
Dica: boa hora para implementar a mesada. Estipule um valor e uma data (sempre a cumpra), e diga à criança que este dinheiro deverá ser gasto com coisas que não são de primeira necessidade, como: roupas, sapatos, alimentação, remédios, etc. Exemplo: compras em lojinhas de objetos, joguinhos, etc, que elas adoram. É interessante a abertura de uma poupança, ou se não for possível, o bom e velho cofrinho. Estimule a criança a guardar uma parte da mesada, assim terá a ideia da segurança e do controle financeiro, além de controlar a impulsividade pelos gastos e desejos.

É de extrema importância que nós, pais, também nos controlemos com os desejos em relação aos filhos. Pais dispendiosos criam filhos dispendiosos. Um presentinho a cada ida ao shopping aos fins de semana não é recomendado. 
Quando houver a necessidade de uma compra de roupas por exemplo, explique à criança que é por necessidade, devido a troca de estação ou por conta de seu crescimento. 

Lembrem-se: é muito importante criar na criança a ideia da necessidade. Então sempre reforce e valorize o que ela já possui.






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